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🎤 Entrevista com Auri — a primeira autora da Plotex

Todo projeto de sucesso tem alguém que acreditou nele muito antes de o sucesso chegar. É essa pessoa que coloca a base para que uma ideia se transforme em algo maior.

Para nós, essa pessoa foi a Vlada (Auri) — nossa primeira autora e coordenadora da comunidade de autores. Confira abaixo a entrevista com a Vlada.

1. Conte um pouco sobre você e o que fazia antes da Plotex

Meu nome é Vlada, mas na nossa plataforma eu sou a Auri. Quando eu escrevia livros e, depois, trabalhei um tempo numa editora, meu pseudônimo era mais comprido. :)

2. Como você conheceu a Plotex e por que decidiu experimentar?

Vou ser um pouquinho dramática aqui. :) Naquela época, eu já procurava havia vários anos um trabalho ligado a visual novels, mas sempre tinha algo errado — ou eu não era a pessoa certa, ou as condições não me serviam. Não vou mentir: durante esses anos foi bem difícil manter a cabeça no lugar e continuar procurando aquele lugar especial onde eu seria bem recebida e me sentiria em casa. O apoio da minha mãe e das minhas irmãs me ajudou muito, assim como as palavras do meu pai: "Bata, e a porta se abrirá!" E foi assim que, numa noite de outono, enquanto chovia (estava chovendo mesmo, haha), vagando por várias comunidades, vi um anúncio de recrutamento de autores no Telegram. Um pouco nervosa, respondi e logo recebi um retorno. Foi assim que meu supervisor me encontrou: como uma gatinha encharcada e cansada de procurar abrigo, que finalmente achou aquela última porta. Com pouquíssima experiência em desenvolvimento, mas com uma vontade enorme de criar e aprontar! ;)

3. O que você achou do projeto quando o viu pela primeira vez?

"Tudo isso é bem complicado, mas interessante. Nunca existiu nada parecido." :)

4. Você chegou praticamente no começo. Como era a plataforma naquela época?

O design era outro, havia poucas novels lançadas, e nós mesmos não sabíamos direito que rumo seguir nem o que poderia interessar aos futuros leitores. Para ser sincera, entender todos os sistemas técnicos era bem difícil, porque o manual de criação de novels que existe hoje, onde tudo está explicado de A a Z, ainda não existia. Então, às vezes, a gente tinha que descobrir literalmente na marra como combinar o roteiro, o construtor e a IA. Aliás, o construtor continua melhorando aos poucos até hoje, ficando mais prático e simplificando bastante o trabalho dos nossos autores.

5. Por que você decidiu fazer sua primeira novel quando havia pouquíssimos usuários?

Eu acreditei no projeto.

6. Que dificuldades você enfrentou? Teve algum momento em que quis largar tudo?

Sim. Teve. Eu quis. Mas não deixei isso acontecer. A primeira vez foi bem no começo, quando, por ter visto muitas outras visual novels e ter experiência escrevendo livros, eu simplesmente não conseguia entender como construir um enredo não linear incorporando a IA — afinal, nesse caso, todo o fio da narrativa seria destruído. Na segunda vez, a melancolia me tomou por quase um mês. Eu continuava trabalhando, mas sentia que estava indo às cegas e completamente fora do rumo. Foi aí que me perguntei: "Do que eu gosto?" — a gente tem que fazer aquilo que entende melhor, certo? Depois disso, nasceu Ran BTS. Até hoje aconselho nossos autores a apostar nos cenários que eles entendem melhor que os colegas — acredito que essa é uma escolha que não tem erro.

7. Você se lembra do momento em que percebeu: "Sim, quero ficar aqui"?

Sim. Quando lancei 7ps, a gente estava só começando a engrenar, e o projeto se mantinha praticamente no entusiasmo, e aí… eu ganhei um monte de estrelas. Como vocês podem ver, foi muito fácil me conquistar, haha. :)

8. O que te motivou a continuar naquela época?

Acho que eu só não queria decepcionar quem acreditou em mim mesmo nos momentos sombrios da minha trajetória criativa, nem quem acreditou em mim quando cheguei aqui. Se eu tivesse desistido, não teria me perdoado. No fim… não havia escolha. Só para a frente. :)

9. Conte sobre sua primeira novel: de onde veio a ideia?

Para a minha primeira novel, recebi orientações aproximadas sobre o conceito que o enredo deveria seguir. Nos outros casos, tento contar com a minha imaginação, perguntando a ela: "E se…?"

10. Em que criar uma novel na Plotex é diferente de escrever uma história comum?

É um processo muito interessante, porque às vezes precisamos prever como a IA vai se comportar numa determinada cena: será que os personagens vão dar spoilers do roteiro que vem pela frente ou vão simplesmente começar a fazer bagunça, esquecendo o próprio papel? Então é preciso pensar em vários desdobramentos possíveis e conduzir a novel com antecedência, para que ela, no fim, permaneça dentro do mundo que o autor imaginou.

Se, ao escrever uma história comum, você constrói um enredo, muitas vezes linear, em que o leitor segue o caminho traçado pelo autor, aqui o autor e o jogador às vezes caminham de mãos dadas, sem saber muito bem o que a IA vai aprontar desta vez. Isso gera muitos momentos engraçados — tanto durante o desenvolvimento quanto depois do lançamento da novel, quando lemos o feedback de vocês.

Ao mesmo tempo, temos uma liberdade criativa quase total, inclusive no visual. Por exemplo, se um autor imagina o personagem de um certo jeito, ele tem toda a liberdade para criar a imagem exatamente como a vê na cabeça, e nós, por nossa vez, oferecemos os recursos necessários para que a imaginação do autor ganhe vida de verdade.

11. O que você sentiu quando percebeu que suas novels estavam ficando populares?

"Oba! Vou poder comprar pistache na promoção!" Tá bom… brincadeira. :) Eu diria que não considero as minhas novels especificamente "populares" — temos muitas obras de valor, cuja ascensão ainda está por vir. Mesmo assim, quando a atividade começou a crescer… eu atualizava a página sem parar e lia os comentários positivos de vocês. E faço isso até hoje, nada mudou. Valorizo muito cada palavra carinhosa de vocês. E que essa energia incrível de luz e sinceridade que recebo de vocês volte para a vida de cada um, tornando-a cem vezes melhor e mais iluminada. Vocês são incríveis.

12. O que faz parte do seu trabalho como coordenadora hoje?

Minha principal tarefa é encontrar autores que realmente combinem com a nossa plataforma e ajudá-los a revelar seu potencial. Depois de receber uma candidatura, entro em contato com os candidatos adequados, aplico um teste e, em seguida, conversamos sobre a história em que o autor vai trabalhar. Depois, acompanho o autor durante toda a jornada: ajudo a entender o processo, respondo dúvidas e dou apoio se surgirem dificuldades. Além disso, cuido da documentação, faço a curadoria de um chat e de um canal para autores, atualizo todas as instruções e manuais e acompanho as estatísticas e os comentários. Antes eu também testava as histórias e fazia o trabalho de pré-lançamento, mas agora isso ficou com a minha assistente. :)

13. Que autores você gostaria especialmente de ver na plataforma?

Recebemos de braços abertos todos os possíveis autores a partir de 16 anos que tenham pelo menos alguma experiência relevante. Mas, se você não tem experiência, tem mais de 18 anos, escreve bem, tem um PC/notebook e uma vontade enorme de criar novels — com certeza vamos considerar a sua candidatura!

Se for para ser sincera sobre o que eu valorizo especialmente, é claro que fico genuinamente feliz quando recebo um roteiro bem desenvolvido. Daqueles em que dá para ver com os próprios olhos: a pessoa dedicou tempo ao documento, trabalhou o enredo, e o futuro autor realmente tem vontade de criar algo único.

14. O que você gostaria de ter sabido quando estava começando?

Como trabalhar com flags. Por algum motivo, aquilo era um mistério para mim, embora na verdade fosse bem simples.

15. Como você imagina a Plotex daqui a alguns anos?

Eu gostaria de ver a nossa plataforma em escala global, onde todo mundo pudesse encontrar uma história do seu gosto e, ao mesmo tempo, ter a oportunidade de criar a sua própria. Uma enorme comunidade de autores e leitores talentosos, unidos pelo amor às novels e pela vontade de criar. E espero de verdade que entre essas pessoas estejam aqueles que hoje já jogam nossas novels, deixam avaliações e ajudam a Plotex a ficar melhor junto com a gente. :)

16. O que você diria para quem está pensando agora: "Quero tentar criar minha própria novel, mas quem vai se interessar?"

Isso quer dizer que, agora, quem está no comando é o medo, provavelmente do desconhecido — quando você ainda não tentou e não sabe qual será o resultado. Mas, se você não tentar, nunca vai saber… E se em algum lugar já existir um leitor que vai se apaixonar pela sua criação? Imagine como isso é maravilhoso e, então, tente e arrisque! E quando todos os lugares da plateia já estiverem ocupados — é hora de subir ao palco. Acredite em você, acredite na sua ideia, e nós vamos te apoiar em cada etapa do caminho ;)

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